Eu amo vocês!
"Quando você começa a pôr as coisas no papel, vê um lado de suas verdades pessoais que não se revelam nas conversas ou nos pensamentos"
Eu amo vocês!
A partir de hoje eu só elogio o que for merecido. Só agradeço o que me tenha sido útil. Só peço desculpas quando estiver errado. E só aplaudo o que achar incrível.
A partir de hoje eu só falo o necessário. Só absorvo o que me acrescenta. Só assisto ao que me interessa. E só escuto o que me deixa pra cima.
A partir de hoje eu só copio o que estiver certo. Só carrego o que me deixa leve. Só convivo com quem me ensina. E só busco o que ainda não aprendi.
A partir de hoje eu só acredito vendo. Só confio em mim mesmo. Só ando para frente. E só retorno ao mesmo lugar quando completar uma volta no mundo.
A partir de hoje eu sou menos o outro. A partir de hoje eu sou mais eu.
“Você é meio bipolar, não é?” Perguntou ela com um sorriso simpático indicando não ser uma pergunta para ser levada tão a sério.
Mas ele levou, e então segurou firme suas duas mãos, olhou no fundo dos seus olhos e respondeu: “Veja bem… Há situações em que estou muitíssimo satisfeito com tudo ao meu redor e de repente acontece algo não tão agradável. Dias em que levo tempo para dormir, só pensando em como dependo apenas de mim mesmo para alcançar todos os meus objetivos, e então acordo na manhã seguinte tendo a certeza de que não sou capaz de realizar qualquer sonho. E por falar em sonhos, gosto muito de conversar sobre eles. Mas em certos momentos você vai me encontrar em um período muito mais sereno, só falando sobre fatos concretos. Posso explicar claramente por que sinto raiva de certas pessoas e em pouco tempo minha grande capacidade de esquecer os males me causados por terceiros fará com que você me veja andando ao lado delas novamente. Tenho tantas dúvidas sobre o futuro que posso encontrar alguns erros no presente em coisas que acreditava serem certas no passado. Muitas vezes até eu mesmo acho difícil de entender minha capacidade de estar cercado por amigos e conversando com dezenas de pessoas que me abordam na rua e então no dia seguinte parecer um verdadeiro bicho do mato em um local onde não conheço ninguém. Fico envergonhadíssimo ao entrar num lugar onde todos parecem olhar para mim sem que essa seja a minha intenção, mas também adoro quando sou o centro das atenções em situações planejadas com antecedência. Não dou a mínima sobre críticas, elogios ou quaisquer comentários ao meu respeito, mas ainda assim sou muitíssimo curioso em saber o que os outros estão pensando.
Agora… Existe uma coisa que não se altera, se abala ou se confunde na minha cabeça sequer por um minuto, e eu espero que isso também nunca deixe de estar totalmente claro na sua mente: o tamanho do grande amor que sinto por você.”
Temporal caindo lá fora… Com certeza não há tempo melhor que esse pra ficar junto da minha pequena. Não para que fiquemos agarradinhos debaixo do cobertor, vendo filmes, e comendo besteiras igual a maioria dos casais apaixonados.
O que eu queria mesmo é que hoje ela aparecesse de surpresa aqui pra que nós pudéssemos aproveitar a água divina caindo dos céus. Como em um dia ensolarado, onde as pessoas acordam e vão correndo para a praia aproveitar o Sol forte para ficarem bronzeadas.
Nós dois também sairíamos correndo, em direção ao mesmo lugar. E quando chegássemos na beira do mar ela correria ainda mais rápido, com o sorriso mais lindo do mundo estampado no rosto enquanto tenta fugir de mim. E quando eu a alcançasse, a derrubaria na areia molhada, como um leal guarda-costas que, quando preciso, se joga em cima de sua protegida de forma ao mesmo tempo decidida e sutil.
E então depois de muito gargalhar rolando por ali, finalmente daríamos um delicioso e interminável beijo molhado, enquanto somos massageados pelas fortes gotas que continuam a cair das nuvens com a sensação de que na verdade estamos mesmo é voando sobre elas.
E ali ficaríamos, por muito mais tempo, purificando nossas almas e usufruindo do poder que só a natureza tem de levar embora todos os mau-olhados e macumbas que rondam o nosso cada vez mais puro relacionamento.
Vem cá, se envolve
Vem sem medo
Se não quiser, ninguém te morde
Conhece, descobre
Enquanto há tempo
Logo é tarde, não demore
Se entrega, devore
Quanto tecido
Deixa disso, se descobre
Me use, esnobe
Em cima da cama
As regras é você que escolhe
Não fuja, namore
Vou te mostrar
Que minhas más intenções são nobres
Mais perto, se enrosque
Pele a pele
Vale tudo, tudo pode
Vem cá, se envolve
E os problemas
Outro dia a gente resolve
Perdi mais uma. Derrota sentida, abalou a torcida. Mas o atleta ergue a cabeça, volta a campo e supera a ferida. E seu momento de amargura rapidamente transforma-se em história antiga. Como pode pra ele ser tão fácil trocar as cores da camisa?
Pra mim não é fácil, não. Cada minuto da partida cravada na memória atormentando-me e fazendo querer saber onde eu errei. Talvez o que falte para ser considerado um vencedor seja mesmo apenas isso; focar nas vitórias.
Parece bobeira pensar na vida como um jogo. Mas como devemos chamar algo onde sempre há um ganhador e um perdedor?
E é esse jogo que vamos jogando de acordo com as regras pré-estabelecidas por uma sociedade tão competitiva que ficamos na lanterna se quisermos seguí-las à risca.
E é também nesse mesmo jogo que encontramos aquela peça que nos faz pensar em mudar de direção, fazendo-nos perder o rumo em um tabuleiro antes tão bem definido e agora cheio de bifurcações, no caminho para a felicidade.
Mas eu me esforço, luto, enceno pra disfarçar. Só que atuação tem limite e logo a máscara cai, revelando que no momento já me preocupo mais em fazê-la feliz do que a mim próprio. E é aí que o jogo vira: o que era pra somar pontos ao meu favor, acaba se tornando o começo de uma derrota anunciada.
Tantas vezes eu a disse que era especial. E de tanto escutar acabou acreditando. E aí foi querer botar toda essa especialidade em prática em outros lugares, com outras pessoas.
Foi então que pensei se não seria tudo muito mais fácil se eu simplesmente falasse menos. Me expressasse menos. Me entregasse menos…
Mas qual o sentido de conquistar alguém se passando por uma pessoa que você não é?
Não consegui encontrar uma resposta plausível para a questão e então resolvi ser eu mesmo mais uma vez. E cometer exatamente os mesmos erros que já cometi no passado. E exatamente os mesmos erros que voltarei a cometer no futuro, inúmeras vezes. Mas não vou deixar de ser eu mesmo. Até que um dia, quem sabe, esses erros não sejam assim tão errados sob o ponto de vista daquela que eu vou escolher para chamar de especial na ocasião.
Jogo que segue.
Ímpar
É…
Talvez minhas qualidades não tenham assim tanto valor sob o olhar do próximo.
Talvez minhas piadas não sejam mais tão engraçadas e nem minhas brincadeiras tão divertidas quanto eram na época do ensino médio.
Talvez meus traumas tenham que ser superados sem a ajuda de nenhum caça-fantasmas.
Talvez meus cães tenham que ser doados e meus pássaros atacados.
Talvez seja necessário que minha mãe troque de estado para reencontrar a felicidade.
Talvez meu melhor amigo leve uma vida muito melhor do que a vivida aqui se mudando para outro continente.
Talvez seja verdade que minhas namoradas nunca percebam o quanto eu as namoro.
Talvez as pessoas não precisem assim de tantos agrados quanto eu estou disposto a dá-las.
Talvez a única coisa que eu necessite abraçar na hora de dormir seja apenas o meu travesseiro.
Talvez o único sopro que eu tenha que sentir no pescoço seja o do vento em um dia frio.
Talvez eu realmente só precise falar pouco e ouvir muito. Ou talvez eu não deva falar nada e só ouvir o som do mar.
É… Talvez eu tenha mesmo nascido pra ficar sozinho.
E um dia, quem sabe, talvez eu possa finalmente valorizar a dádiva de só depender de minhas próprias pernas para continuar seguindo em frente.
Aí vem o louco são, mostrando ao mundo quem realmente os loucos são.
De casa pro hospício, apelidado por multidão, onde vive cercado por serenidades tão particulares que não o permitem entender o que significa estar dentro do padrão.
Desejos tão simples na sua cabeça, nasciam dentro do seu coração. Mas não eram simples na cabeça dos outros, não.
“Só mesmo um doido pra achar que é possível vivermos apenas com o que precisamos e não com o que queremos”, eles riam enquanto faziam a avaliação.
Ouça bem o louco são. Viu na rua tanta doideira que já tem história pra muita locução. Como a do senhor que deu seus chinelos a uma mendiga e do guarda escutou um sermão.
E por já ter presenciado inúmeras cenas igualmente deprimentes, preferia deixar pra falar só de coisas alegres, então.
“Mas como é irritante esse sujeito que não demonstra nunca se preocupar com nada, até parece que existe alguém realmente assim”, indignavam-se os lúcidos, donos da razão.
Só amava uma o louco são. Não entendia o que mais era preciso além de sua verdadeira paixão. E era bem certo do que queria, escapava fácil da tentação.
Tão decidido a ponto de sequer dar bola pra qualquer distração.
“Ilusão é querer nesse mundo ser todo de alguém”, escutou barbaridade do tipo enquanto ouvia uma canção.
Ficava perdido o louco são. Passeava por castelos de areia e convivia com seus habitantes modelo que tornavam-se outros ao passarem do portão.
Com tantos coringas e duas-caras, já não sabia quem era o vilão.
E tentava aproximá-los para, quem sabe, uma reconciliação. O problema é que no lugar de argumentos, só ouvia acusação.
“Você precisa parar de viver nesse mundo de fantasias onde todos convivem em harmonia eterna”, recebeu o conselho mas não planejava se mudar naquele momento, não.
Tinha pouco o louco são. Mas não era infeliz, só precisava de alguém para chamar de irmão. E a vontade era de assim chamar qualquer cidadão.
Até que depois de tantos olhares estranhos, colocou-se em auto-reclusão.
Entre boladas na parede e conversas com o espelho, ao menos sobrava tempo para o seu momento de reflexão.
“Se olharmos lá no fundo vamos enxergar quem realmente os loucos são. E então finalmente perceberemos que sereno mesmo é aquele que já desistiu de conhecer alguém totalmente são”.
Mulheres, perdoem-me! Perdoem-me por saber que não tenho sido tão adepto a pactos de exclusividade. Perdoem-me por não estar tão presente quanto gostariam ou tampouco dar sinal de vida depois de dias desaparecido.
Por favor, não considerem isso uma grande falta de comprometimento, desinteresse, ou algo com o que devam levar para o lado pessoal, abaixando suas auto estimas. O problema é mesmo comigo.
O que acontece é que amo demais todas vocês. Amo cada diferença e particularidade de cada uma. E amo tão intensamente que sou capaz de descobrir a mulher da minha vida várias vezes na mesma semana.
Sei que serei criticado pela minha forma de pensar, que pode ser interpretada de uma outra maneira, parecendo com que não dou valor ao amor ou a uma companhia estável. Mas trata-se exatamente do contrário. Gosto muito do amar e concordo que não há nada melhor do que amar e ser amado.
Mas por tantas vezes conhecer alguma donzela que me faça pensar “essa eu caso!” logo no primeiro instante em que a avisto, prefiro mergulhar de cabeça nos amores que a vida oferece em tantas ocasiōes, e assim estar sempre amando de verdade. Cada semana com uma paixão diferente, mas ainda assim, amando da forma mais sincera e profunda que um homem pode amar uma mulher. Ou duas, três…
Mil…
Humildade. Muitos ao ouvirem essa palavra a confundem com inferioridade. Uma vez escutei que a humildade nada mais era do que a forma encontrada pelo incompetente para esconder suas limitações de quem o vigia.
Eu vou pelo caminho inverso. Pra mim a humildade pode ser definida como uma espécie de agradecimento de quem conseguiu chegar ao topo. É claro que, se chegou lá, contou com muita ajuda e trabalho em equipe durante um bom tempo. Ninguém alcança seus objetivos solitariamente.
É claro que não me refiro à falsa humildade, aquela em que só existe de baixo para cima. A respeito dessa eu prefiro não fazer qualquer comentário.
Falo da verdadeira humildade, em sua forma mais pura e sincera, onde a pessoa não precisa mais provar nada para ninguém e continua mantendo a postura solidária mesmo com seus inferiores.
Existem pessoas que sobem no salto e acham que assim também estão subindo na vida. Nesses casos o tamanco parece ser feito de plástico e nunca é duradouro.
Se um dia em meu leito de morte me pedissem um conselho sobre algo que aprendi em vida, não tenho nenhuma dúvida de qual seria. Diria que todos devem olhar ao redor diariamente e reconhecer. Reconhecer o que cada um que nos cerca já fez por nós e como é importante que demonstremos nossa gratidão, acreditando em si próprio mas abaixando a cabeça sempre que necessário.
Quem anda sempre de nariz empinado, é o primeiro a pisar na merda.